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Com Enem “quase aí”, alunos seguram nervosismo e planejam até alimentação

Campo Grande News, 28 de Agosto, 2018
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O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é a principal avaliação que dá acesso às universidades públicas no Brasil. Com provas extensas e cansativas, o exame será aplicado nos dias 4 e 11 de novembro. A proximidade do exame faz com que o nervosismo só aumente entre os alunos que sonham com a faculdade. Agora, o momento é de organizar os estudos, treinar para a prova e até regular a alimentação vale para estar bem preparado.
O início do ano é completamente diferente desse período. É o que explicam as alunas Beatriz Amaral, 17, e Ana Luísa Tamburus, 17. As duas estão no terceiro ano do ensino médio e querem cursar medicina. Estudantes do Colégio Nota 10, elas unem o sonho em comum com ajuda mútua. Deixar a concorrência de lado e apostar na parceria, contam, é um dos segredos para realizar uma boa avaliação.

O momento, conta Ana Luísa, é de tirar dúvidas e escolher para quais Universidades irá prestar exame. “Agora é o momento de aprimorar algumas dúvidas que eu tinha, começar a revisar e eu acho que o vestibular do meio do ano ajuda muito. Fora que quando você começa a fazer as inscrições começa todo planejamento: ai essa prova vai bater com essa, não vou conseguir prestar tudo que eu quero, vou ter que abraçar uma faculdade só, uma fundação só, às vezes, e dar meu máximo nisso”, comenta.

As alunas ficam no colégio, diariamente, o dia todo e só vão para a casa a noite. A rotina pesada de estudos envolve simulados e revisão de conteúdos que foram mais difíceis de assimilar. Para Beatriz, nem o domingo fica de fora. Mesmo considerado, para ela, um dia de folga, a manhã é dedicada para ver as notícias. Atualidades, explica, é um tema muito cobrado nas provas.

“Agora a gente já está começando a treinar as provas que a gente quer, então no final de semana, chegou domingo, a gente vai tirar domingo de manhã, eu posso ver uma série, mas agora, domingo a tarde é essencial pra estar tendo esse estudo focado para o vestibular, treinando a prova, agora é uma época que você não tem um total relaxamento”, comenta Ana Luísa.
Até a alimentação é regrada – As alunas são tão aplicadas que até a alimentação é observada. Considerado um momento de lazer, a ida a algum restaurante é escolhida a dedo para não sair da dieta saudável.

“Eu acho que a refeição antes da prova é muito importante. Não chega a ser um ritual, mas é saber o que comer antes da prova, é muito importante. A gente já fala, vamos ali no Recando, que é um restaurante que a gente vai, que a gente já come alguma coisa nada pesada e proteína boa. Por exemplo, peixe, e nada de gordura porque dá sono, não muito carboidrato”, conta Beatriz.

As duas também apostam em boas noites de sono e na amizade para ajudar no preparo. “Amigos que queiram te levar pra frente. Você está estudando, que legal, você não vai poder sair hoje porque está estudando, mas amanhã a gente sai, a gente pode fazer alguma coisa”, afirma Ana Luísa.

A ansiedade marca essa geração e driblar o nervosismo não é fácil. Com a pressão para o sucesso, os alunos recorrem até aos remédios. Para o estudante do terceiro ano do ensino médio Antônio Pedro Chacarosque de Castro, 16 anos, “treinar o psicológico” é o segredo.

“É uma rotina um pouco mais puxada. Você faz muitos exercícios, muitos puxados para o estilo Enem. Você treina o seu psicológico pra poder estar preparado na hora da prova, você muda algumas rotinas que você praticava nos anos passados. Acho que é discernir um pouco o tempo do estudo com o prazer. Fica mais apertado”, conta o aluno que quer estudar Engenharia de Computação.

O Enem, relata, faz com que os alunos tenham que treinar “resistência”. “É uma prova muito tensa e tem que praticar muito os exercícios do estilo Enem. É uma prova que apresenta muito texto, às vezes se você não treina muito leitura você pode se perder no meio das leituras, isso pode afetar o seu desempenho ou o entendimento do texto, a interpretação dele, então tem que manter esse foco”, afirma.
Praticar a redação - Professor de Linguagens do Mandetta Cursos e Concursos, Fábio do Vale, 25, explica que o professor deve auxiliar os alunos a organizarem a rotina. Simulados, conta, devem ser recorrentes, além da prática da redação.

“Então nessa reta final é transitar entre a realização de muitos simulados e a realização específica de exercícios é muito importante. A importância da prática da redação, porque ela vai tomar, no primeiro dia de prova, no primeiro domingo, um tempo bastante expressivo porque você precisa ter uma prova de redação produzida, a priori, por um rascunho. Então como é algo que toma muito tempo, nessa reta final a prática de exercícios, realização de simulados e a prática semanal da produção de textos é, sem sombra de dúvida, um caminho para que, na hora da prova, ele consiga digerir a parte conflituosa da tensão do momento com a qualidade daquilo que ele exercitou”, explica.

Para o professor, conciliar os estudos com o lazer é muito importante para que a mente esteja apta e descansada para as provas. “A gente sempre tenta fomentar pra eles que a organização do tempo também deve ser dividida com o lazer. Eles não precisam abdicar qualquer tipo de saída, mas no momento que terminado, semanalmente ou até mesmo no final de semana, que não precisa ser extenso, com algumas horas de estudo de uma hora e meia a uma hora e cinquenta de estudo, que ela seja verdadeiramente determinados para aquela função”.

Aluno do professor, Henrique Marcelo Hayashi tem18 anos e se prepara para cursar Engenharia Civil. “Acaba ficando mais difícil, mas eu não deixo de lado os meus amigos e meus momentos de lazer, é assim que eu desestresso. Os estudos acabam estressando muito, principalmente nessa reta final que a pressão, não só do seu futuro, mas da família colocando em você, isso se torna uma bola de neve muito grande de pressão, mas é assim que a gente sai. Eu saio com os meus amigos a noite, jogo futebol”, comentou.

Novas Tecnologias – Desafio para alunos e professores, as plataformas tecnológicas, na verdade, podem ser aliados. É o que relatam professor e aluno.

“O aparelho telefônico ou qualquer outro similar, ele não só contribui, mas ele faz com que o estudante tenha acesso a dúvidas instantâneas e que ali elas podem ser sanadas. Nós tínhamos antigamente um equívoco muito grande de sair de sala de aula e ter que ter a disposição de recorrer a uma enciclopédia pra buscar algum dado. Hoje essa dúvida é sanada pelo manuseio do aparelho”, afirma Fábio.

Henrique conta que as redes sociais auxiliam nos estudos. Isso porque os alunos, conta, tem diversos grupos onde discutem dúvidas e compartilham conteúdos. “Eu acho que é até favorável, porque a gente fez vários grupos de estudos no Whatsapp, e o email da turma também. Todos o slides que eles passam eles mandam direto pro email da sala, então podemos estudar”.


Campo Grande News, 28 de Agosto, 2018