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A mulher como educadora de paz

Canção Nova, 08 de Março, 2018
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Comemoramos nesta semana o Dia Internacional da Mulher, lembrando as operárias mártires carbonizadas dentro da fábrica no ano de 1857, em Nova York, quando reivindicavam seus direitos. Desde então vem o empenho pelo reconhecimento da dignidade da mulher e de seu papel na sociedade. No espírito da Campanha da Fraternidade deste ano, que nos conclama à superação da violência, cabe um destaque especial ao papel da mulher como educadora de paz. O Texto-base ressalta em seus objetivos específicos dois ambientes de educação para a paz nos quais a presença da mulher é particularmente importante: a escola e a família, especialmente nos primeiros anos das crianças.

As mulheres e a Paz
As mulheres amam a paz mais do que os homens, pois na história do movimento pacifista a presença das mulheres foi sempre marcante. Enquanto os homens constroem armamentos sofisticados e desenvolvem tecnologia para matar com precisão, as mulheres defendem a vida de seus filhos e do planeta. Ademais, as mulheres têm uma relação diferente com o sangue, por causa de seus ciclos menstruais, pois enquanto na lógica masculina sangue é sinal de violência, para elas ele está ligado à questão da vida.

A importância das mulheres para a causa da Paz foi reconhecida pela Organização da Nações Unidas. Em sua Conferência sobre a Mulher (Pequim, 1995) reconheceu-se que “nos períodos de conflito armado e de colapso da comunidade, o papel da mulher é essencial. Elas continuamente trabalham para manter a ordem social no meio de um conflito armado ou de outra espécie. As mulheres têm uma contribuição importante, mas frequentemente desconhecida, como educadoras da paz, na família e na sociedade”.

Este aspecto foi sublinhado por São João Paulo II por primeiro na Mensagem para o Dia Mundial da Paz (01/01/1995), exatamente em preparação para esta Conferência da ONU que ocorreria em Pequim. Disse o Papa: “Nesta perspectiva, desejo dirigir a Mensagem para o Dia Mundial da Paz sobretudo às mulheres, pedindo a elas de se fazerem educadoras para a paz com todo o seu ser e com todo o seu operar” (nº2). O Pontífice sublinha, ainda, que as mulheres devem cultivar a paz em si mesmas, para serem educadoras de paz e isso vem de uma consciência da própria dignidade (n.º 4 e5). Ele reconhece, no entanto, que “muitas mulheres, especialmente por causa de condicionamentos sociais e culturais, não atingem uma plena consciência de sua dignidade”. Em outras palavras, muitas já introjetaram a estrutura masculina patriarcal e competitiva da sociedade, da qual são reprodutoras.

A presença especial da mãe
A mãe desenvolve uma missão única com relação à paz. “Como é possível que uma mãe ensine à própria filha que vale tanto quanto o seu irmão, quando ela mesma não acredita nisto e pensa ser inferior ao marido? Como é possível ensinar à filha levantar-se e exigir seus direitos, a adquirir uma própria identidade e força para mudar o mundo, quando ela própria é de tal maneira oprimida a ponto de não imaginar uma possibilidade de solução? E como é possível que eduque o próprio filho segundo um modelo não competitivo, quando está convencida de que é necessário adestrá-lo a tornar-se vencedor? Como é possível que deixe o filho levar-se por momentos de fraqueza, de choro, de sentimentos e emoções, quando ela acredita que os homens devem ser fortes e duros?”, se pergunta a norueguesa Birgit Brock-Utne. Em seu livro La pace è donna (A paz é mulher) ela apresenta a tipologia da “mãe Viking” que educa os filhos para serem audazes, agressivos e capazes de suportar a adversidade e a dor sem chorar. A filosofia educativa deste tipo de mãe está ainda presente em muitas mães, que ensinam seus filhos a reagir e a bater, bem como naquelas que dizem aos seus meninos que “homem não chora e não sente dor”. É preciso, portanto, reconhecer a importância das mulheres na educação para a paz, porém, desde que elas se libertem dos condicionamentos culturais e sociais que fazem delas pessoas submissas.


Canção Nova, 08 de Março, 2018