Telefone/Fax: (67) 3317- 6955
Rádio
Perpétuo Socorro
CLÍQUE PARA OUVIR
MAIS NOTÍCIAS

Diante de dificuldades, Papa pede que cristãos permaneçam fiéis a Deus
18 DE JUNHO

Embaixada levará 50 estudantes brasileiros para intercâmbio nos EUA
18 DE JUNHO

Senac abre inscrições para 40 vagas em curso técnico gratuito
18 DE JUNHO

Consórcio antecipa "Operação Férias" e tira mais ônibus das ruas nesta 2ª
28 DE MAIO

Com 20 pontos de bloqueio, caminhoneiros mantêm greve pelo 8º dia
28 DE MAIO

Sol brilha forte nesta segunda-feira com baixa umidade ar no Estado
28 DE MAIO

Paralisação afeta entrega de provas e OAB adia para junho Exame de Ordem
26 DE MAIO

Professor leva alunos pela 1ª vez ao museu e faz ponte da arte à periferia
26 DE MAIO

Sábado começa fresco, mas máxima pode chegar a 30°C em cidades de MS
26 DE MAIO

Estudantes têm até amanhã para renovar contratos do Fies
24 DE MAIO

A mulher como educadora de paz

Canção Nova, 08 de Março, 2018
08031808821 mulher beleza1 600x300
Comemoramos nesta semana o Dia Internacional da Mulher, lembrando as operárias mártires carbonizadas dentro da fábrica no ano de 1857, em Nova York, quando reivindicavam seus direitos. Desde então vem o empenho pelo reconhecimento da dignidade da mulher e de seu papel na sociedade. No espírito da Campanha da Fraternidade deste ano, que nos conclama à superação da violência, cabe um destaque especial ao papel da mulher como educadora de paz. O Texto-base ressalta em seus objetivos específicos dois ambientes de educação para a paz nos quais a presença da mulher é particularmente importante: a escola e a família, especialmente nos primeiros anos das crianças.

As mulheres e a Paz
As mulheres amam a paz mais do que os homens, pois na história do movimento pacifista a presença das mulheres foi sempre marcante. Enquanto os homens constroem armamentos sofisticados e desenvolvem tecnologia para matar com precisão, as mulheres defendem a vida de seus filhos e do planeta. Ademais, as mulheres têm uma relação diferente com o sangue, por causa de seus ciclos menstruais, pois enquanto na lógica masculina sangue é sinal de violência, para elas ele está ligado à questão da vida.

A importância das mulheres para a causa da Paz foi reconhecida pela Organização da Nações Unidas. Em sua Conferência sobre a Mulher (Pequim, 1995) reconheceu-se que “nos períodos de conflito armado e de colapso da comunidade, o papel da mulher é essencial. Elas continuamente trabalham para manter a ordem social no meio de um conflito armado ou de outra espécie. As mulheres têm uma contribuição importante, mas frequentemente desconhecida, como educadoras da paz, na família e na sociedade”.

Este aspecto foi sublinhado por São João Paulo II por primeiro na Mensagem para o Dia Mundial da Paz (01/01/1995), exatamente em preparação para esta Conferência da ONU que ocorreria em Pequim. Disse o Papa: “Nesta perspectiva, desejo dirigir a Mensagem para o Dia Mundial da Paz sobretudo às mulheres, pedindo a elas de se fazerem educadoras para a paz com todo o seu ser e com todo o seu operar” (nº2). O Pontífice sublinha, ainda, que as mulheres devem cultivar a paz em si mesmas, para serem educadoras de paz e isso vem de uma consciência da própria dignidade (n.º 4 e5). Ele reconhece, no entanto, que “muitas mulheres, especialmente por causa de condicionamentos sociais e culturais, não atingem uma plena consciência de sua dignidade”. Em outras palavras, muitas já introjetaram a estrutura masculina patriarcal e competitiva da sociedade, da qual são reprodutoras.

A presença especial da mãe
A mãe desenvolve uma missão única com relação à paz. “Como é possível que uma mãe ensine à própria filha que vale tanto quanto o seu irmão, quando ela mesma não acredita nisto e pensa ser inferior ao marido? Como é possível ensinar à filha levantar-se e exigir seus direitos, a adquirir uma própria identidade e força para mudar o mundo, quando ela própria é de tal maneira oprimida a ponto de não imaginar uma possibilidade de solução? E como é possível que eduque o próprio filho segundo um modelo não competitivo, quando está convencida de que é necessário adestrá-lo a tornar-se vencedor? Como é possível que deixe o filho levar-se por momentos de fraqueza, de choro, de sentimentos e emoções, quando ela acredita que os homens devem ser fortes e duros?”, se pergunta a norueguesa Birgit Brock-Utne. Em seu livro La pace è donna (A paz é mulher) ela apresenta a tipologia da “mãe Viking” que educa os filhos para serem audazes, agressivos e capazes de suportar a adversidade e a dor sem chorar. A filosofia educativa deste tipo de mãe está ainda presente em muitas mães, que ensinam seus filhos a reagir e a bater, bem como naquelas que dizem aos seus meninos que “homem não chora e não sente dor”. É preciso, portanto, reconhecer a importância das mulheres na educação para a paz, porém, desde que elas se libertem dos condicionamentos culturais e sociais que fazem delas pessoas submissas.


Canção Nova, 08 de Março, 2018